Em meio ao início das campanhas, Flavinha se destaca como nome do Nortão com atuação nos 142 municípios de MT
Candidata a deputada federal, Flavinha entra na disputa com o número 5510 e aposta na trajetória construída no interior, com atuação e entregas nos 142 municípios de Mato Grosso.
Imagem Reprodução Com o início oficial das
campanhas eleitorais em Mato Grosso, os candidatos a deputado federal começam a
apresentar suas credenciais ao eleitor. No Norte do Estado, um dos nomes que
entram na disputa é o de Flavinha (PSD), candidata de centro-direita que
concorre com o número 5510 e aposta na trajetória municipalista e na atuação
nos 142 municípios mato-grossenses como seus principais diferenciais.
Natural de Colíder, Flavinha
construiu a maior parte de sua vida pública longe da Baixada Cuiabana. Foi
vereadora e se tornou a primeira mulher a presidir a Câmara Municipal de
Colíder. Depois, chegou à Câmara dos Deputados como suplente e também passou pelo
Ministério da Agricultura e Pecuária, onde atuou na articulação entre o Governo
Federal, Congresso, prefeituras e governos estaduais.
Nos últimos 18 meses, essa
experiência ganhou dimensão estadual. Flavinha percorreu os 142 municípios de
Mato Grosso, acompanhando demandas de diferentes regiões e participando da
articulação de recursos, equipamentos e investimentos destinados às cidades.
As entregas passaram por
áreas como saúde, agricultura, infraestrutura, esporte, assistência social e
segurança pública.
A presença em todo o Estado
cria uma característica pouco comum entre os nomes que iniciam a corrida
eleitoral: embora tenha sua principal identidade ligada ao Nortão, Flavinha
chega à disputa com atuação registrada também fora de sua região de origem.
Esse movimento ajuda a
explicar a estratégia de uma candidatura que tenta combinar duas
características: ser uma voz do Norte de Mato Grosso em Brasília sem limitar
sua atuação apenas à região.
Nortão busca ampliar espaço em Brasília
A candidatura também surge
em um momento de debate sobre a representação política do Norte de Mato Grosso.
A região concentra
municípios que cresceram rapidamente nas últimas décadas, impulsionados
principalmente pelo agronegócio, comércio e prestação de serviços, mas ainda
disputa espaço político com regiões historicamente mais presentes nas decisões
estaduais.
É nesse cenário que Flavinha
tenta se posicionar.
“Tenho muito orgulho de ser do Nortão e de tudo que construí aqui.
Mas percorrer Mato Grosso inteiro me mostrou que, apesar das diferenças de cada
região, os municípios enfrentam problemas muito parecidos. Brasília precisa
olhar mais para quem está na ponta”, afirma.
A origem municipal é uma das
marcas de sua trajetória. Antes da experiência em Brasília, Flavinha passou
pela Câmara de Colíder e por funções ligadas diretamente à administração
pública e à articulação entre municípios.
Essa passagem ajuda a
explicar a defesa do municipalismo que deve aparecer como um dos principais
temas de sua candidatura.
Na prática, a ideia é
fortalecer a relação direta entre o mandato federal e as prefeituras,
principalmente nas áreas em que os municípios dependem de recursos e programas
federais para ampliar serviços públicos.
Centro-direita e municipalismo
No campo político, Flavinha
se apresenta como uma candidata de centro-direita, com uma agenda ligada ao
fortalecimento dos municípios, apoio ao setor produtivo, agricultura, segurança
pública, proteção às mulheres, saúde e assistência social.
A agricultura também ocupa
posição relevante nessa construção. Mato Grosso é o maior produtor de grãos do
país e o setor está diretamente ligado à economia de grande parte dos
municípios onde Flavinha concentrou sua atuação nos últimos anos.
Sua passagem pelo Ministério
da Agricultura ampliou justamente a interlocução com o setor produtivo,
prefeituras e representantes municipais.
Na segurança pública, a
candidata defende o fortalecimento das forças policiais e uma estrutura
compatível com o crescimento populacional e territorial de Mato Grosso.
A proteção às mulheres
também aparece entre suas principais bandeiras, especialmente diante dos
indicadores de violência registrados no Estado.
Do trabalho nos municípios para a disputa
eleitoral
O desafio agora será
transformar a presença construída nos municípios em votos.
Flavinha já disputou uma
eleição para deputada federal e posteriormente chegou a ocupar uma cadeira na
Câmara dos Deputados como suplente. Agora retorna à disputa buscando conquistar
um mandato próprio.
A candidata utiliza como
argumento justamente o período anterior à eleição: aproximadamente um ano e
meio de circulação pelo Estado e atuação junto aos municípios.
“Quando você entra em uma cidade, o problema deixa de ser uma
estatística. É a ambulância que está fazendo falta, a máquina que o pequeno
produtor precisa, a estrada que precisa melhorar, a unidade de saúde que
precisa funcionar. Foi percorrendo os municípios que eu aprendi ainda mais
sobre o Mato Grosso que a gente precisa construir”, diz.
Com o início da campanha, o
número 5510 passa a acompanhar oficialmente o nome de Flavinha na disputa pela
Câmara dos Deputados.
Para o Nortão, sua
candidatura coloca novamente em discussão uma questão antiga da região:
transformar a força econômica e populacional do Norte de Mato Grosso também em
maior representação política em Brasília.
E, diferentemente de uma
candidatura que começa a percorrer o Estado somente depois da abertura da
campanha, Flavinha entra na corrida eleitoral tentando fazer dos 142 municípios
que visitou e das entregas que ajudou a articular seu principal cartão de apresentação.









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