Megaoperação federal mira garimpo ilegal na TI Sararé; 51 pessoas já foram presas
Ação conjunta entre Forças Armadas, PF e Ibama busca desintrusão de invasores em território Nambikwara; garimpo já atingiu mais de 4 mil hectares da reserva.
(foto: assessoria) O governo federal deflagrou, nesta semana, uma robusta operação de desintrusão na Terra Indígena (TI) Sararé, localizada na região de Pontes e Lacerda (448 km de Cuiabá). O objetivo central é a retirada imediata de garimpeiros e a destruição da infraestrutura utilizada para a extração ilegal de ouro, que tem gerado graves conflitos e danos ambientais no território.
Território sob Pressão
A TI Sararé abrange uma área de 67 mil hectares entre os municípios de Conquista D’Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade. Dados do Censipam revelam a gravidade da invasão:
- Área Afetada: Cerca de 4.200 hectares já foram degradados pelo garimpo ilegal;
- População em Risco: O território abriga 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuídos em sete aldeias;
- Histórico: Homologada em 1985, a reserva sofre com a valorização do ouro no mercado, o que atrai organizações criminosas e invasores em busca de enriquecimento ilícito.
Força-Tarefa Transversal
A complexidade da operação exige a atuação de diversos órgãos trabalhando em conjunto. Participam da ação o Ministério dos Povos Indígenas, Funai, Ibama, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e o Ministério da Defesa, além da Abin e da AGU.
O plano de desintrusão foi elaborado sob sigilo para garantir o fator surpresa, essencial para a neutralização dos maquinários pesados e a identificação dos financiadores do garimpo. A operação visa não apenas a retirada dos invasores, mas a preservação da integridade física dos indígenas e a recuperação ambiental das áreas atingidas.
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