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Proteger nossas mulheres se tornou uma urgência civilizatória

Em alusão ao 8 de março, deputada Gisela Simona analisa a crise estrutural da violência de gênero e propõe soluções tecnológicas e educativas para Mato Grosso.

Da Redação
Proteger nossas mulheres se tornou uma urgência civilizatória Imagem Reprodução
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Por Gisela Simona






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Este ano vamos comemorar o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, em meio a um tempo em que a violência de gênero deixou de ser apenas uma tragédia individual para se tornar uma crise estrutural de segurança pública e de direitos humanos. No Brasil e no mundo, os dados mostram que o ambiente social tem se tornado cada vez mais hostil à liberdade e à autonomia feminina.




Os números são alarmantes. Em 2025, o Brasil registrou cerca de 1.518 feminicídios, uma média brutal de quatro mulheres assassinadas por dia. Em Mato Grosso, o cenário é ainda mais preocupante: enquanto a média nacional gira em torno de 1,6 mortes para cada 100 mil mulheres, o estado chega a aproximadamente 2,7 feminicídios por 100 mil, uma taxa superior à média brasileira.




Entre 2022 e 2025, 195 mulheres foram mortas por companheiros ou ex-companheiros em Mato Grosso. Dessas vítimas, 161 não possuíam medida protetiva ativa. Os números expõem falhas na articulação da rede de proteção que precisam ser enfrentadas com urgência. Reconheço que o Estado tem reagido com ações como a operação "Legado de Maria", mas ainda estamos longe da proteção ideal.



Desafios Estruturais e Tecnológicos



Hoje, Mato Grosso possui apenas oito Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher com atendimento 24 horas restrito à capital. Diante da nossa dimensão territorial, proponho uma alternativa pragmática: a implantação de delegacias virtuais especializadas com atendimento 24 horas. O modelo seguiria a lógica da telemedicina, permitindo registro de ocorrências e solicitação de medidas protetivas de forma remota e imediata.




Além das medidas policiais, precisamos enfrentar as raízes culturais da violência. É necessário investir em processos educativos que transformem mentalidades e ampliar as oportunidades econômicas para as mulheres. A autonomia financeira é um dos fatores mais importantes para romper o ciclo da violência doméstica.




Defender a vida das mulheres não é uma pauta ideológica, é uma responsabilidade civilizatória. Enquanto houver uma mulher vivendo com medo, nenhuma sociedade poderá se considerar verdadeiramente segura.






Gisela Simona é advogada, deputada federal e líder da bancada feminina do União Brasil na Câmara Federal.







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