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Estudo liderado pela Unemat alerta para colapso de árvores fundamentais do Cerrado até 2060

Pesquisa internacional revela que 30 espécies "hiperdominantes" sustentam o bioma e podem perder quase metade de sua área de sobrevivência devido às mudanças climáticas

Da Redação
Estudo liderado pela Unemat alerta para colapso de árvores fundamentais do Cerrado até 2060 Noticias Olhar Cidade
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Um alerta científico global, publicado na prestigiada revista Global Change Biology, revelou que o Cerrado enfrenta uma vulnerabilidade ambiental muito superior à projetada anteriormente. O estudo, liderado por Facundo Alvarez, doutor pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), aponta que o equilíbrio da savana mais biodiversa do mundo depende de apenas 30 espécies de árvores consideradas “hiperdominantes”. Caso o aquecimento global mantenha o ritmo atual, o bioma poderá perder 48% da área adequada para a sobrevivência dessas espécies essenciais nas próximas décadas.



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O trabalho é fruto de décadas de monitoramento conduzidos pelo Laboratório de Ecologia Vegetal da Unemat, sob coordenação dos professores Beatriz Schwantes Marimon, Ben Hur Marimon Junior e Ted Ronald Feldpausch. A pesquisa mobilizou 35 cientistas e destaca que o Cerrado já perdeu cerca de 24 bilhões de árvores desde 1985. Em 2023, a taxa de perda de vegetação no bioma foi 2,4 vezes superior à registrada na Amazônia, evidenciando a urgência de medidas de proteção.



Entre as espécies mais ameaçadas estão o angoleiro (Hirtella ciliata) e a folha-larga (Salvertia convallariodora), com projeções de perda de habitat superiores a 50%. Em contrapartida, o icônico pequizeiro (Caryocar brasiliense) demonstrou ser mais resiliente. O estudo também identificou "traços funcionais", revelando que árvores com folhas mais densas e frutos largos suportam melhor o calor extremo, servindo como um guia prático para futuros projetos de reflorestamento sustentável.



Os pesquisadores chamam a atenção para a fragilidade das políticas públicas: apenas 8% do Cerrado é protegido por lei, enquanto quase 60% da vegetação nativa está em terras privadas. “Os refúgios climáticos mais importantes estão concentrados em estados como Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso do Sul e São Paulo, e a maioria deles está desprotegida”, adverte o professor Marimon Junior, reforçando a necessidade de conciliar a produção agropecuária com a conservação ambiental.





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