Estudo liderado pela Unemat alerta para colapso de árvores fundamentais do Cerrado até 2060
Pesquisa internacional revela que 30 espécies "hiperdominantes" sustentam o bioma e podem perder quase metade de sua área de sobrevivência devido às mudanças climáticas
Noticias Olhar Cidade Um alerta científico global, publicado na prestigiada revista Global Change Biology, revelou que o Cerrado enfrenta uma vulnerabilidade ambiental muito superior à projetada anteriormente. O estudo, liderado por Facundo Alvarez, doutor pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), aponta que o equilíbrio da savana mais biodiversa do mundo depende de apenas 30 espécies de árvores consideradas “hiperdominantes”. Caso o aquecimento global mantenha o ritmo atual, o bioma poderá perder 48% da área adequada para a sobrevivência dessas espécies essenciais nas próximas décadas.
Entre as espécies mais ameaçadas estão o angoleiro (Hirtella ciliata) e a folha-larga (Salvertia convallariodora), com projeções de perda de habitat superiores a 50%. Em contrapartida, o icônico pequizeiro (Caryocar brasiliense) demonstrou ser mais resiliente. O estudo também identificou "traços funcionais", revelando que árvores com folhas mais densas e frutos largos suportam melhor o calor extremo, servindo como um guia prático para futuros projetos de reflorestamento sustentável.
Os pesquisadores chamam a atenção para a fragilidade das políticas públicas: apenas 8% do Cerrado é protegido por lei, enquanto quase 60% da vegetação nativa está em terras privadas. “Os refúgios climáticos mais importantes estão concentrados em estados como Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso do Sul e São Paulo, e a maioria deles está desprotegida”, adverte o professor Marimon Junior, reforçando a necessidade de conciliar a produção agropecuária com a conservação ambiental.
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