A megaoperação realizada pelo Exército e forças de segurança contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, iniciada na quarta-feira (25), não tem prazo para ser encerrada, segundo o diretor geral da Casa de Governo, Nilton Tubino.
Mais de 60 suspeitos foram conduzidos à Polícia Federal nos dois primeiros dias da operação, sendo que cinco permanecem presos.
A ação tem como objetivo conter a atividade ilegal e garantir a segurança dos mais de 200 indígenas do povo Nambikwara que vivem na região, considerada uma das mais afetadas pelo garimpo na Amazônia Legal.
De acordo com investigações da Polícia Civil, o território vinha sendo dominado pela organização criminosa Comando Vermelho.
Segundo Tubino, a operação busca estabilizar a área e desmontar a estrutura instalada pelos garimpeiros, que inclui construções e pontos de apoio. As forças de segurança atuam por terra, rio e ar, após o bloqueio dos acessos ao território.
A ação envolve diversos órgãos, como o Ministério dos Povos Indígenas, Fundação Nacional dos Povos Indígenas, Ministério da Defesa, Agência Brasileira de Inteligência, Advocacia-Geral da União, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional, Casa Civil e Censipam.
A alta do preço do ouro no mercado internacional é apontada como um dos fatores que impulsionam o avanço do garimpo ilegal. Segundo autoridades, esse cenário aumenta o interesse pela exploração mineral irregular, inclusive em áreas protegidas.
De acordo com o Ibama, a área degradada por garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé apresentou redução de 20% na comparação entre 2024 e 2025.
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