Avanço na Saúde: Mato Grosso é um dos primeiros estados a oferecer exame genético gratuito pelo SUS
Sequenciamento do Exoma (WES) reduz tempo de diagnóstico de doenças raras de 7 anos para 6 meses; exame custa até R$ 5 mil na rede privada.
Redação Olhar Cidade
Mato Grosso deu um salto histórico no diagnóstico de doenças genéticas. O estado está entre os dez primeiros do Brasil a disponibilizar pelo Sistema Único de Saúde (SUS) o Sequenciamento Completo do Exoma (WES). O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (26) e promete revolucionar a vida de famílias que enfrentam a chamada "odisséia diagnóstica".
Atualmente, um paciente com doença rara no Brasil espera, em média, sete anos por um diagnóstico definitivo. Com a implementação deste novo fluxo, esse tempo deve cair para apenas seis meses.
O que é o Exame de Exoma?
O sequenciamento completo do exoma é uma técnica avançada que analisa a região do DNA onde se concentra a maioria das mutações causadoras de doenças. Ele é fundamental para identificar patologias rastreadas no teste do pezinho e outras 7 mil doenças raras catalogadas, como:
Fibrose cística;
Doença falciforme;
Hipotireoidismo congênito;
Fenilcetonúria.
Economia e Acesso
Na rede privada, o custo deste exame pode chegar a R$ 5 mil. Com o novo projeto, o atendimento passa a ser 100% gratuito. O Ministério da Saúde investirá R$ 26 milhões anuais para garantir uma capacidade de 20 mil diagnósticos por ano, volume que, segundo a pasta, supre a demanda total de todo o país.
Como funciona em Mato Grosso
Mato Grosso já possui serviço habilitado que envia as amostras coletadas para o laboratório do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), no Rio de Janeiro. Até o momento, o projeto-piloto nacional já emitiu 175 laudos com uma taxa de sucesso de 99% nas coletas.
A previsão é que, até o fim de 2026, a rede de laboratórios públicos (INC e Fiocruz) opere em capacidade máxima, garantindo que nenhuma família elegível em Mato Grosso ou no Brasil fique sem o diagnóstico.
"O diagnóstico precoce não é apenas um nome em um laudo; é a chave para tratamentos personalizados e mais qualidade de vida para os nossos pacientes", afirmou a nota do Ministério da Saúde.
Atualmente, cerca de 13 milhões de brasileiros convivem com alguma doença rara, sendo que mais de 70% desses casos têm origem genética.










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