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Gaeco deflagra "Operação Safra Desviada" contra esquema de R$ 140 milhões em Mato Grosso

Ação cumpre 180 mandados em cinco estados; investigação aponta desvio sistemático de grãos e lavagem de dinheiro em plataformas de apostas.


Gaeco deflagra
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O Ministério Público de Mato Grosso, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta quarta-feira (25) a Operação Safra Desviada. A ofensiva mira uma sofisticada organização criminosa acusada de causar um prejuízo estimado em R$ 140 milhões a grupos empresariais do setor do agronegócio.

Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 180 medidas cautelares. As diligências ocorrem simultaneamente em cidades polos de Mato Grosso, como Cuiabá, Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Colíder, Nova Ubiratã, Boa Esperança do Norte e Campo Verde, além de desdobramentos no Paraná, São Paulo, Pernambuco e Maranhão.

O "Modus Operandi" do Crime

Segundo as investigações, o esquema consistia no desvio sistemático de cargas de soja, milho e algodão. Para ocultar o crime, os envolvidos utilizavam:

  • Manipulação Contábil: Alteração de registros internos das empresas vítimas.

  • Empresas de Fachada: Uso de CNPJs fictícios para dissimular a origem do dinheiro.

  • Lavagem em Apostas: Indícios apontam que plataformas de apostas online eram utilizadas para movimentar e ocultar recursos ilícitos.

Bloqueio de Bens e Apreensões

A Justiça determinou o sequestro de bens para garantir a reparação do dano ao setor produtivo. Entre as medidas destacam-se:

  • Bloqueio de R$ 140 milhões em contas bancárias de 56 alvos.

  • Sequestro de mais de 70 veículos, incluindo carretas, caminhões e carros de luxo.

  • 80 mandados de busca e apreensão em fazendas, residências e empresas.

  • Indisponibilidade de imóveis de 20 pessoas físicas e jurídicas.

Força-Tarefa Nacional

A operação mobiliza um aparato de guerra: mais de 180 policiais militares, 50 integrantes do Gaeco e 12 policiais civis apenas em Mato Grosso, contando ainda com o apoio das forças de segurança e Gaecos dos outros quatro estados envolvidos.

Os investigados devem responder por organização criminosa, furto qualificado, estelionato contra idoso, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A Justiça também autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal, além da perícia em dados de nuvem e dispositivos eletrônicos apreendidos.

A qualquer momento, novas informações sobre os desdobramentos da operação no Olhar Cidade.

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