Piloto é preso em aeronave por exploração sexual; avó é acusada de vender as próprias netas
Operação desarticulou rede criminosa que envolvia familiares das vítimas; pagamentos eram feitos via Pix e abusos ocorriam há pelo menos 8 anos
Imagem Reprodução Uma operação da Polícia Civil de São Paulo, denominada "Apertem os Cintos", revelou um cenário de horror e extrema perversidade na manhã desta segunda-feira (09/02). O piloto da Latam, Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, foi preso dentro de uma cabine de comando no Aeroporto de Congonhas, sob a acusação de liderar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes.
A "Compra" da Infância
Segundo as investigações da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia e do DHPP, o esquema funcionava através da cooptação de famílias vulneráveis. O piloto utilizava sua condição financeira para realizar pagamentos via Pix, que variavam de R$ 30 a R$ 100, além de comprar medicamentos, pagar aluguéis e até presentear as famílias com televisores em troca dos abusos.
"Ele abordava mães e avós. Dizia que gostava de crianças e, aos poucos, ia convencendo essas pessoas", explicou a delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP. O conteúdo encontrado nos dispositivos apreendidos foi classificado pelos investigadores como "estarrecedor".
Vítimas e Investigação
Até o momento, 10 vítimas com idades entre 8 e 14 anos foram identificadas, mas a polícia acredita que dezenas de outras crianças e adolescentes possam ter sido exploradas ao longo dos últimos oito anos, inclusive em outros estados. Os crimes apurados incluem estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição, stalking e coação no curso do processo.
Em nota, a Latam Airlines Brasil informou que abriu uma apuração interna e afastou o colaborador, ressaltando que repudia veementemente qualquer ação criminosa e segue elevados padrões de conduta.
Prisões e Buscas
Além das prisões em Congonhas e na capital, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Guararema (SP), onde o piloto reside. Computadores e documentos foram recolhidos para análise pericial. A polícia agora trabalha para identificar se o material produzido era comercializado com outros criminosos.
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