PSD de Kassab articula candidatura própria à Presidência com três governadores no radar
Com a filiação de Ronaldo Caiado e a força de Ratinho Júnior, partido busca se consolidar como a principal "terceira via" entre Lula e o clã Bolsonaro.
O Partido Social Democrático (PSD), uma das maiores potências políticas do Brasil atual, vive um momento decisivo. Sob o comando estratégico de Gilberto Kassab, a sigla ensaia lançar, pela primeira vez em sua história, um nome próprio para a disputa do Palácio do Planalto em 2026.
A estratégia ganhou fôlego esta semana com a filiação oficial do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que chega ao partido com o selo de presidenciável. No entanto, o tabuleiro de Kassab é complexo e envolve outros nomes de peso e alianças estratégicas.
Os três nomes do PSD
Até o momento, o partido trabalha com três governadores como possíveis cabeças de chapa:
Ratinho Júnior (Paraná): Apontado como o favorito de Kassab. É visto como um nome capaz de atrair o eleitor de centro e centro-direita que busca uma alternativa à polarização entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Ronaldo Caiado (Goiás): Recém-filiado, traz a força do agronegócio e um discurso consolidado na segurança pública.
Eduardo Leite (Rio Grande do Sul): Representa uma ala mais moderada e de renovação dentro do partido.
O "Fator Tarcísio"
A definição do PSD depende diretamente dos passos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Se Tarcísio optar pela reeleição em SP, o PSD deve oficializar um de seus governadores (provavelmente Ratinho Jr.) para o Planalto.
Se Tarcísio decidir concorrer à Presidência, o cenário muda, já que Kassab é um de seus principais aliados e ocupa a Secretaria de Governo em São Paulo.
Equilíbrio entre os Poderes
O PSD é conhecido por sua habilidade de transitar entre diferentes polos. Atualmente, o partido:
Comanda três ministérios no governo Lula (Agricultura, Minas e Energia, e Pesca).
Ocupa a segunda maior bancada do Senado e a quinta da Câmara.
Estima receber cerca de R$ 400 milhões do fundo eleitoral em 2026.
O impacto em Mato Grosso
Para o eleitor mato-grossense, o movimento do PSD é acompanhado de perto, já que o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, é uma das lideranças da sigla no estado. A escolha do candidato à presidência influenciará diretamente a montagem dos palanques regionais e a disputa pelas cadeiras no Senado e na Câmara Federal, onde o PSD planeja uma expansão agressiva.
A definição oficial sobre quem encabeçará a chapa deve ocorrer até abril, prazo em que Kassab pretende pacificar as alas internas e definir se o partido manterá a independência ou se buscará uma composição de segundo turno.











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