Morte do cão Orelha: Pais e tio de adolescentes são indiciados por coagir testemunhas
Entre os investigados estão dois empresários e um advogado; eles teriam tentado interferir no processo que apura a morte brutal do animal em Florianópolis
A Polícia Civil de Santa Catarina anunciou, em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (27), o indiciamento de três adultos suspeitos de coagir testemunhas durante a investigação da morte do cão comunitário Orelha. Os investigados são pais e um tio dos adolescentes apontados como autores das agressões contra o animal na Praia Brava, região nobre de Florianópolis.
O grupo de adultos indiciados é composto por dois empresários e um advogado. Segundo a investigação, eles teriam utilizado de influência e ameaças para tentar silenciar ou modificar depoimentos de pessoas que presenciaram os fatos, configurando o crime de coação no curso do processo. Esse crime ocorre quando há tentativa de interferir no resultado de uma ação judicial mediante ameaça ou agressão a qualquer parte envolvida.
Relembre o caso
O cão Orelha, conhecido e cuidado pela comunidade local, foi brutalmente agredido em um episódio que causou forte comoção pública. Quatro adolescentes já foram identificados como os autores dos maus-tratos. Além da morte de Orelha, os jovens também são investigados por uma tentativa de afogamento de outro cão no mar na mesma região.
Com o indiciamento dos adultos, a Polícia Civil reforça que a tentativa de blindar os menores por meio de práticas ilícitas não ficará impune. O caso agora segue para o Ministério Público, que deve decidir sobre o oferecimento da denúncia contra os familiares e as medidas socioeducativas para os adolescentes envolvidos na morte do animal.
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