Lideranças Terena ameaçam bloquear a BR-163 por atraso em indenizações e infraestrutura em Matupá
Imagem Reprodução Lideranças Terena ameaçam bloquear a BR-163 por atraso em indenizações e infraestrutura em Matupá
Caciques e guerreiros dão prazo até 20 de março para que a Funai apresente posicionamento oficial sobre decisões judiciais que aguardam cumprimento há mais de 20 anos
A principal reivindicação refere-se ao processo nº 2002.36.00.005497-8, movido pelo Ministério Público Federal (MPF), que assegurou judicialmente o direito à indenização devida ao povo Terena. Segundo as lideranças, embora a decisão tenha sido tomada há mais de duas décadas, o pagamento e a regularização das terras conforme consta no processo ainda não foram efetivados.
Cobrança por Infraestrutura e Dignidade
Além das indenizações, os indígenas cobram a execução urgente de projetos de cascalhamento e construção de pontes dentro da terra indígena. A obra, que seria de responsabilidade do DNIT e agora da concessionária Via Brasil, é aguardada há mais de 10 anos.
A precariedade das estradas tem isolado a comunidade, comprometendo áreas essenciais como:
- Saúde: Dificuldade no acesso de ambulâncias e socorro médico;
- Educação: Problemas no transporte escolar para as crianças;
- Economia: Impedimento no escoamento da produção agrícola e no transporte de alimentos.
"A precariedade de nossa estrada configura grave violação de nossos direitos e compromete a nossa dignidade", afirmaram os caciques no documento endereçado à Funai, ao Ministério dos Povos Indígenas e ao Governo de Mato Grosso.
Prazo e Mobilização
Diante da negligência histórica, o povo Terena estabeleceu o prazo final de 20 de março de 2026 para um posicionamento oficial. Caso a Funai permaneça em silêncio, os guerreiros e líderes de todo o estado prometem se reunir na BR-163 para uma mobilização por tempo indeterminado, buscando a garantia de seus direitos fundamentais previstos na Constituição Federal.
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