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Flavinha defende ampliação da rede de proteção às mulheres após novos dados sobre violência em MT

Dados do 3º Anuário da Mulher revelam alta de 13% nos feminicídios em Mato Grosso; pré-candidata cobra fortalecimento de políticas públicas no interior

Da Redação
Flavinha defende ampliação da rede de proteção às mulheres após novos dados sobre violência em MT Imagem Reprodução
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Os novos dados divulgados pelo 3º Anuário da Mulher de Mato Grosso acenderam um alerta vermelho sobre os índices de violência doméstica no estado. Embora o número total de homicídios contra mulheres tenha apresentado uma tímida redução no ano de 2025, os casos tipificados como feminicídio registraram uma alta expressiva de 13%, revelando que a violência motivada por questões de gênero continua avançando em território mato-grossense.



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Para a pré-candidata Flavinha, os indicadores estatísticos deixam evidente a urgência de se reestruturar e descentralizar a rede de acolhimento e proteção, direcionando esforços principalmente para as cidades do interior do estado. "Cada mulher que perde a vida representa uma família destruída. Não podemos tratar esses números apenas como estatística fria. Precisamos agir preventivamente, antes que a violência chegue ao seu pior desfecho", pontuou.



Interiorização do atendimento especializado


De acordo com o levantamento técnico, das 95 mulheres assassinadas em Mato Grosso ao longo do ano de 2025, um total de 53 foram vítimas de feminicídio, o que representa mais da metade de todas as mortes violentas de mulheres contabilizadas. O relatório aponta ainda outro fator de extrema preocupação: 47 dessas mortes ocorreram no interior da própria residência das vítimas, sendo que mais de 80% dos crimes foram cometidos por companheiros ou ex-parceiros das mulheres.



Flavinha reforça que esses recortes específicos demonstram a necessidade de expandir políticas públicas integradas que alcancem os lares mais isolados. "Precisamos de um esforço conjunto que una assistência social, segurança pública, justiça, saúde e educação. O compromisso deve ser voltado a ampliar o atendimento especializado e garantir que nenhuma mulher no interior tenha que enfrentar situações de ameaça sem o amparo devido do Estado", defendeu.



Atualmente, Mato Grosso figura em uma posição desconfortável no cenário nacional, ocupando o terceiro lugar no ranking brasileiro de estados com a maior taxa de feminicídios, registrando um índice proporcional de 2,7 ocorrências para cada grupo de 100 mil mulheres.







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