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Operação contra corrupção em hospital de Campo Novo do Parecis apreende quase R$ 110 mil em dinheiro vivo

Ação da Deccor investiga suborno para abafar CPI que apurava morte de gestante; ordens judiciais foram cumpridas em Mato Grosso e São Paulo

Da Redação
Operação contra corrupção em hospital de Campo Novo do Parecis apreende quase R$ 110 mil em dinheiro vivo (foto: assessoria)
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A Polícia Civil apreendeu o montante de R$ 109,9 mil em espécie durante o cumprimento das ordens judiciais da Operação Silêncio Comprado, deflagrada na manhã desta terça-feira (26). A ação investiga um suposto esquema de corrupção voltado a blindar e ocultar irregularidades na gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, localizado em Campo Novo do Parecis. Desse total, R$ 69,9 mil em dinheiro vivo foram localizados com um dos alvos em Mato Grosso, enquanto outros R$ 40 mil foram apreendidos com um investigado no estado de São Paulo.



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A ofensiva foi coordenada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e mobilizou equipes para cumprir 20 mandados judiciais, englobando busca e apreensão, sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias. Os alvos foram localizados nos municípios mato-grossenses de Campo Novo do Parecis e Arenápolis, além das cidades paulistas de Barueri e Cotia.



A investigação apura a tentativa de interferência e suborno contra integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Vereadores, que foi instaurada para fiscalizar os contratos da unidade hospitalar. A pressão política e popular sobre a gestão de saúde pública se intensificou após a trágica morte de uma jovem gestante do município. Ela sofreu graves complicações durante um parto cesáreo, precisou ser transferida com urgência para Cuiabá, mas não resistiu e faleceu. O episódio gerou revolta e questionamentos sobre a estrutura de atendimento e a legitimidade dos contratos assinados pela administração.



A Deccor iniciou os trabalhos após receber uma denúncia formalizada pelo Ministério Público Estadual (MPE), que apontava a oferta de vantagens indevidas a parlamentares para abafar o caso. Entre os indícios levantados pela polícia estão o pagamento por plantões e serviços médicos nunca executados, emissão de notas fiscais fraudulentas, movimentações financeiras atípicas e o desvio sistemático de recursos públicos da saúde. Os envolvidos respondem, em tese, pelo crime de corrupção ativa e crimes contra a administração pública, sob o risco de novas tipificações ao longo do inquérito.





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