Justiça condena terceiro acusado de matar congolês em quiosque no Rio
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou nesta quarta-feira (15) o terceiro acusado de participar da morte do congolês Moïse Kabagambe. Brendon Alexander Luz da Silva foi sentenciado a 18 anos e 8 meses por homicídio triplamente qualificado, em regime inicial fechado.

O crime aconteceu em 24 de janeiro de 2022, no quiosque Tropicália, na praia da Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio, onde Moïse trabalhava. Imagens de câmeras de segurança mostram que o congolês foi agredido com pauladas, chutes e socos até a morte, após cobrar o pagamento de diárias atrasadas.
Depoimentos
A primeira testemunha ouvida nesta quarta foi Viviane de Mattos Faria, encarregada de um quiosque vizinho. No depoimento, ela entrou em contradição. A princípio, declarou ter escutado berros na área externa, no momento em que o congolês era atacado. Depois, afirmou ter ouvido que Moïse estaria alterado por ter perdido uma companheira e o filho durante o parto.
Carlos Fábio da Silva Muse, proprietário do quiosque Tropicália, negou em depoimento que Moïse costumasse provocar tumulto, mas confirmou que ele aparentava estar alterado no dia em que foi assassinado. Ao final, declarou que não possuía débito com o congolês.
Na sequência, o administrador do Tropicália, Jailton Pereira Campos, relatou que Moïse foi espancado e amarrado com uma corda.
Durante o interrogatório, o réu Brendon Alexander Luz da Silva ratificou que amarrou a vítima, mas alegou não ter tido o propósito de matá-la e que não empregou técnicas de jiu-jitsu.
* Com informações da Agência Brasil.
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