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Operação Smoke: Advogados são alvos da Polícia Civil por 'venda de fumaça' em Cuiabá

Grupo prometia decisões judiciais favoráveis em troca de altas quantias; Justiça determinou uso de tornozeleira eletrônica e bloqueio de sigilos.


Operação Smoke: Advogados são alvos da Polícia Civil por 'venda de fumaça' em Cuiabá
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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4/3), a Operação Smoke. A ação mira um grupo criminoso formado por advogados e profissionais do Direito acusados de exploração de prestígio e associação criminosa na capital. No total, o Núcleo de Justiça 4.0 de Cuiabá expediu 15 ordens judiciais.

O Esquema: Influência Inexistente

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Estelionato de Cuiabá, revelaram um modus operandi cruel: o grupo abordava familiares de pessoas presas com a promessa de liberdade ou decisões favoráveis.

  • A Promessa: Alegavam ter influência direta com membros do Poder Judiciário.

  • A Cobrança: Exigiam valores elevados, afirmando que o dinheiro seria usado para "pagar" autoridades que interfeririam nos processos.

  • O Sigilo: As negociações eram feitas presencialmente ou por aplicativos, sempre com orientações estritas para que nada fosse revelado.

O nome da operação, Smoke (fumaça), faz referência direta ao termo jurídico "venda de fumaça", que descreve quando alguém vende uma influência que, na verdade, não possui.

Medidas Judiciais e Monitoramento

Embora não tenham sido efetuadas prisões preventivas nesta fase, a Justiça impôs medidas cautelares severas aos alvos (dois advogados e um bacharel):

  1. Monitoramento Eletrônico: Instalação imediata de tornozeleira eletrônica.

  2. Retenção de Passaporte: Proibição de deixar a comarca sem autorização.

  3. Afastamento de Sigilos: Quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático para rastrear o destino do dinheiro extorquido.

  4. Restrições de Contato: Proibição de falar com testemunhas ou entre si.

Locais das Buscas

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços nos bairros Pico do Amor, Santa Rosa e Residencial Coxipó. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanhou as diligências para garantir o cumprimento das prerrogativas legais da classe.

A Polícia Penal prestou apoio logístico para a instalação dos dispositivos de monitoramento nos investigados. Agora, a Polícia Civil foca na análise dos dados colhidos para identificar se há mais vítimas do grupo em Mato Grosso.

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