Seis policiais militares são investigados por estupros em Lucas do Rio Verde e Peixoto
Casos envolvem tortura, cárcere privado, vítima dopada e abuso contra adolescente de 16 anos; bens e armas foram apreendidos.
O estado de Mato Grosso está chocado com a denúncia de crimes sexuais brutais envolvendo membros da Polícia Militar nas cidades de Lucas do Rio Verde e Peixoto de Azevedo. Ao todo, seis militares são investigados por estupros ocorridos no mês de fevereiro. Entre as vítimas, estão uma mulher de 30 anos, submetida a um "ritual de tortura", e uma adolescente de 16 anos abordada em serviço.
O Horror em Lucas do Rio Verde: 36 horas de tortura
O caso mais detalhado envolve o cabo da PM, L.S.B. (31 anos). Segundo a denúncia, ele iniciou uma sequência de abusos contra sua então namorada após ter crises de ciúmes. A vítima relatou 36 horas de terror durante o feriado de Carnaval:
Tortura e Queimaduras: O militar teria encostado o cano quente de uma pistola na pele da vítima após disparar para o alto, causando lesões graves.
Dopagem e Coletividade: A mulher foi obrigada a consumir pasta-base de cocaína e entregue a outros três colegas militares, um usuário de drogas e até um pedreiro em uma obra.
Crueldade Mental: O agressor afirmava que queria que ela engravidasse de desconhecidos ou contraísse doenças sexualmente transmissíveis como "punição".
O cabo já foi afastado das ruas, teve o porte de arma suspenso e foi alvo de busca e apreensão nesta terça-feira (3).
Abuso em Peixoto de Azevedo: Militares em serviço
Em outra frente de investigação, dois policiais militares são acusados de estuprar uma adolescente de 16 anos em Peixoto de Azevedo. O crime teria ocorrido na última sexta-feira (27/02), com agravantes alarmantes:
Abordagem Oficial: A menor voltava da escola em sua motocicleta quando foi interceptada pela viatura.
Cárcere e Ameaça: Os policiais impediram que ela ligasse para a família e a escoltaram até um local ermo, próximo à UPA, onde o abuso ocorreu.
Execução do Crime: Sob ameaças de morte e cuidados para evitar câmeras de segurança, os militares consumaram o ato dizendo: "É isso que você merece".
Providências das Autoridades
A Corregedoria-Geral da Polícia Militar e a Polícia Civil acompanham os casos. O tenente-coronel Paulo Secchi confirmou que as investigações internas serão rigorosas para identificar todos os envolvidos. As roupas das vítimas e exames de corpo de delito já foram encaminhados para a perícia.
Apesar das Medidas Protetivas de Urgência (MPU), as vítimas relatam medo extremo, uma vez que as ameaças de morte se estenderam também aos seus familiares.











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