Tensão Global: Conflito no Oriente Médio escala, envolve 11 países e faz preço do petróleo disparar
Morte do líder supremo do Irã gera retaliação contra bases dos EUA; Estreito de Ormuz é bloqueado e barril de petróleo pode chegar a US$ 100.
Redação Olhar Cidade
O mundo acompanha com apreensão o terceiro dia de uma guerra aberta envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel. O conflito, que escalou drasticamente no último sábado (28/02), já impacta diretamente 11 países e resultou em centenas de mortes, além de provocar um caos logístico e econômico em escala global.
O estopim da crise foi um ataque coordenado por Washington e Tel Aviv que resultou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Em resposta, Teerã lançou uma ofensiva massiva de mísseis contra bases americanas e aliados na região.
Rastro de destruição e baixas militares
Até o momento, os números são alarmantes:
Irã: Pelo menos 200 mortos e 700 feridos em decorrência das ofensivas iniciais.
Israel: Nove mortos após um bombardeio atingir um prédio residencial.
EUA: Registro das primeiras baixas militares com a morte de três soldados no porta-aviões USS Abraham Lincoln, no Golfo Pérsico.
Os ataques iranianos atingiram estruturas em nove países vizinhos, incluindo Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. O presidente Donald Trump prometeu vingança e afirmou que as operações não cessarão até que todos os objetivos sejam atingidos.
Caos no Transporte e Economia
Os reflexos da guerra já chegaram ao bolso e à rotina de milhares de pessoas ao redor do globo:
Combustíveis: O preço do petróleo saltou 10% em apenas um dia, atingindo US$ 80 o barril. Analistas preveem que o valor chegue a US$ 100 caso o bloqueio do Estreito de Ormuz — por onde passa 20% do petróleo mundial — persista.
Voos Cancelados: Aeroportos estratégicos como Dubai, Abu Dhabi e Doha sofreram interrupções, deixando cerca de 90 mil passageiros retidos.
Logística: Grandes companhias petrolíferas suspenderam o transporte de combustíveis e gás natural pelo Golfo Pérsico por questões de segurança.
Sucessão no Irã e o fator Líbano
Enquanto o Irã busca nomear um novo líder supremo em "um ou dois dias", o conflito ganhou uma nova frente ao norte de Israel. O grupo Hezbollah, operando a partir do Líbano, reivindicou ataques contra a base militar de Haifa. Em resposta, Israel iniciou bombardeios em todo o território libanês, interrompendo um cessar-fogo que durava desde novembro de 2024.
A comunidade internacional, liderada pela União Europeia, pede uma "transição credível" no Irã e o restabelecimento urgente da estabilidade para evitar uma guerra mundial de proporções ainda maiores.







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