Criminosos aproveitam alta procura pelo álcool em gel para vender item ilegalmente no Pará

Criminosos aproveitam alta procura pelo álcool em gel para vender item ilegalmente no Pará

Aliado no combate ao novo coronavírus, o item é ofertado até em sites de compra e venda.

Por G1 Pará 25/03/2020 - 11:35 hs

Aliado na prevenção ao novo coronavírus, o álcool em gel tem sido alvo de disputas nas farmácias e supermercados. Muitos clientes relatam a falta do produto nos estabelecimentos. Mesmo que não substitua a lavagem de mãos com água e sabão, muita gente está se aproveitando da situação para vender o álcool 70% com ilegalidade.

O item é ofertado até em sites de compra e venda, sem informações sobre o processo de industrialização, origem ou porcentagem de álcool. A venda inadequada é crime contra a ordem econômica e contra a saúde pública.

O presidente da Sociedade Brasileira de Farmácia Química, Patrick Cruz, alerta para o consumidor esteja atento ao rótulo do produto e compre somente em estabelecimentos habilitados. "Qualquer produto que não tenha rótulo, ou que você não conheça a procedência, ou que você compra em locais que não são habilitados para o comércio, tudo isso é um risco à saúde. Especialmente, porque você tem a falsa sensação de segurança, quando está sendo usado um produto que não tem ação antisséptica, portanto sem a proteção contra a contaminação", explicou.

Ainda segundo Cruz, a manipulação sem conhecimento técnico também é um risco, por isso é recomendado a utilização somente do produto industrializado. "O preparo deve ser feito somente por profissionais habilitados, não é uma simples mistura".

Devidos às ilegalidades, a Diretoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) criou um canal exclusivo para receber denúncias. Mais de mil operações foram realizadas em Belém e interior do Pará.

Em Marabá, a venda com alta de preço abusiva em álcool em gel e máscaras foi flagrada em seis farmácias. Já em Belém, lojas estão atuando sem procedência e com superfaturamento de 194%, segundo Procon.

Denúncias podem ser feitas ao Procon pelo telefone (91) 99230-9151.