Decisão “populista” do prefeito de Guarantã de fechar comércio gera prejuízos

Decisão “populista” do prefeito de Guarantã de fechar comércio gera prejuízos

Essa atitude tem gerado desconforto na classe, pois, muitos tem compromissos com a folha dos funcionários que está preste a vencer e não está entrando dinheiro para quitar os pagamentos, o que começa a gerar prejuízos incalculáveis para a região.

Por Olhar Cidade 25/03/2020 - 11:21 hs

Em Guarantã do Norte o prefeito, Érico Stevan Gonçalves, eleito com apoio maciço dos empresários está sendo bem mais drástico com o decreto municipal, onde apenas comércios essenciais podem abrir as portas, os demais devem continuar fechados. 

Essa atitude tem gerado desconforto na classe, pois, muitos tem compromissos com a folha dos funcionários que está preste a vencer e não está entrando dinheiro para quitar os pagamentos, o que começa a gerar prejuízos incalculáveis para a região. 

Por outro lado, muitos funcionários que estão em casa poderão a partir do começo do próximo mês perder seus postos de trabalho, o que vai aumentar o desemprego no maior município do Portal da Amazônia. 

Diferente dos prefeitos das cidades vizinhas que optaram por um decreto mais brando, liberando o comércio abrir seguindo alguns protocolos, Érico tomou uma atitude populista e ordenou via caneta todo mundo fechar, mesmo na região não tendo nenhum caso de Coronavírus (Covid-19) confirmado até o momento. 

A Associação Comercial e Empresarial do Município (ACEG) que defende os interesses dos comerciantes até o momento não se pronunciou sobre o assunto se irá negociar com o gestor algo que possa ser o meio termo do decreto, ajudando assim os empresários e ao mesmo tempo ajudar a manter o emprego da população. 

Em pronunciamento nos meios de comunicação o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, pediu cautela aos prefeitos e governadores neste momento, para que no final da pandemia, além dos prejuízos a saúde pública, não tenhamos um prejuízo ainda maior para a economia. 

O Brasil possuí atualmente 11,9 milhões de desempregados e esse número pode mudar drasticamente a partir do próximo mês, no Brasil tem 38 milhões de autônomos, pessoas que não tem salário, dependem do trabalho para sobreviver.