Ex-namorado e jovem são condenados a mais de 20 anos de prisão pelo latrocínio de professor da UFMT em Sinop

Ex-namorado e jovem são condenados a mais de 20 anos de prisão pelo latrocínio de professor da UFMT em Sinop

Um terceiro jovem denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) foi absolvido.

Por G1 MT 18/04/2020 - 09:19 hs

A Justiça condenou Rodrigo Jospe Pozzer a 29 anos de prisão e Vitor Fernando de Oliveira a 21 anos de prisão pelo latrocínio do professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Francisco Moacir Pinheiro Garcia, de 53 anos, em dezembro de 2018. A decisão é da juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 1ª Vara Criminal de Sinop, a 503 km de Cuiabá, e foi proferida na segunda-feira (13).

Um terceiro jovem denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) foi absolvido.

Rodrigo José Pozzer, de 32 anos, morava com o professor, que era homossexual, e foi preso em janeiro de 2019. Os dois tinham um relacionamento afetivo.

Rodrigo José Pozzer foi preso na praça de pedágio da BR-163 em Sorriso — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/AssessoriaRodrigo José Pozzer foi preso na praça de pedágio da BR-163 em Sorriso — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/Assessoria

Também em janeiro Victor Fernando de Oliveira, de 20 anos, confessou participação no crime e afirmou que a vítima sofreu uma emboscada.

O corpo de Francisco foi encontrado em um terreno entre os municípios de Cláudia e União do Sul em dezembro de 2018 e reconhecido somente cinco dias depois no Instituto Médico Legal (IML).

Um amigo da vítima chegou a procurar a polícia e registrou boletim de ocorrência por desaparecimento.

Victor Fernando de Oliveira, de 20 anos — Foto: Polícia Civil/DivulgaçãoVictor Fernando de Oliveira, de 20 anos — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Ele disse que tentou manter contato por ligações e mensagens com o amigo. Uma pessoa respondeu com vários erros de português, o que seria improvável já que a vítima era professor.

Ainda, a foto do perfil no WhatsApp também tinha sido retirada. O telefone estava dando desligado, o veículo da vítima também não foi encontrado na casa dele.

Segundo a polícia, o professor tinha uma consulta médica marcada, mas a atendente da clínica contou que ele pediu para remarcar, já que estaria em viagem e com problemas pessoais.

Na mesma data a vítima mandou mensagem para a família dizendo que estava indo para a consulta. Isso indicaria, conforme a polícia, que alguém usava o celular do professor.