CNI diz que não assinará manifesto da Fiesp

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) afirmou hoje que dialoga com integrantes de todas as colorações partidárias e não assinará um manifesto de defesa ao sistema eleitoral brasileiro elaborado pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Com a abstenção, a entidade tem o objetivo de manter a neutralidade e evitar se posicionar politicamente. O texto da Fiesp será publicado em jornais de circulação nacional em 11 de agosto.

A manifestação da CNI ocorre após a publicação de outro ato, capitaneado por integrantes da Faculdade de Direito da USP. “Nossas eleições com o processo eletrônico de apuração têm servido de exemplo no mundo. Tivemos várias alternâncias de poder com respeito aos resultados das urnas e transição republicana de governo. As urnas eletrônicas revelaram-se seguras e confiáveis, assim como a Justiça Eleitoral”, diz o documento endossado por mais de 300 mil pessoas, entre banqueiros, juristas e frentes sindicais.

Por meio de seu perfil no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro (PL) ironizou hoje o conteúdo da carta elaborada pelos juristas da USP. Antes, em sua live semanal, o mandatário havia dito que a nota é um ato político contra sua reeleição que teria sido patrocinada pelo presidente da Fiesp, Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), José de Alencar.

“Uma nota política eleitoral que nasceu lamentavelmente na Fiesp em São Paulo. Se não tivesse o viés político nessa nota, eu assinaria. Sem problema nenhum. Mas, voltou para o lado de defesa de outro poder. Acho que o equilíbrio entre os poderes tem que existir e nós sabemos por onde que anda o desequilíbrio aqui no Brasil”, afirmou Bolsonaro.

Fonte UOL

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