Como definir seus sonhos financeiros em um passo simples

Em meu último texto publicado nesta coluna, escrevi sobre a importância de descobrirmos nosso “eu financeiro”, ou seja, entender como está nosso comportamento com o dinheiro e qual é o caminho que ele está tomando.

Quando finalizamos esse diagnóstico, é comum percebermos muitas coisas, dentre elas que estamos nutrindo pouco ou quase nada nossos sonhos. Muitas vezes nem estamos colocando-os no papel, que dirá realizá-los.

É por isso que muitas vezes temos a sensação de estarmos gastando muito, sem ter um prazer real. Esse é um sinal claro de que não estamos realizando sonhos.

Uma frase de que gosto muito e ilustra bem este ponto é: “Para quem não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve, disse o Gato” (1865, “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carrol).

Eu não sei qual é sua história e se, por algum motivo, você deixou seus sonhos para trás, seja por falta de perspectivas, frustrações ou até mesmo não saber como fazer. Meu objetivo como educador financeiro é através deste texto ajudar você e todos ao seu redor a voltar a priorizá-los e concretizá-los.

Como fazer

Individualmente ou em família, pegue uma folha em branco para cada pessoa e se permita colocar tudo o que tem vontade de realizar, sem limitações.

Depois de colocá-los no papel, é essencial organizá-los respondendo às sete perguntas abaixo:

  1. Qual é o sonho?
  2. É um bem material ou não?
  3. Pretendo realizá-lo no curto, médio ou longo prazo? (Até 1 ano, curto / de 1 a 5 anos, médio / acima de 5 anos, longo)
  4. Quanto custa?
  5. Em quanto tempo quero realizar?
  6. Quanto vou guardar por mês?
  7. De onde vou tirar o recurso para pagar? (De alguma economia, redução de gastos, linha de crédito parcial ou total, etc.)

É natural se perguntar: “como terei dinheiro para realizá-los”? A resposta é simples: não se preocupe com isso. Agora, o mais importante é sonhar e colocar no papel.

Na etapa de orçamento é onde inserimos e priorizamos esses sonhos e, gradativamente, começamos a moldar nosso consumo a eles. E é aí que começam as realizações. Falarei sore isso com mais detalhes em meu próximo texto.

Acredito que não nascemos para pagar boletos, mas, sim, sermos felizes e realizados. Portanto, volte a sonhar e acredite na sua realização, seja no curto, médio ou longo prazo.

Concluo com uma frase que define muito bem a importância que os sonhos têm em nossas vidas: “Os sonhos são agentes motivadores que nos mostram o caminho e o verdadeiro sentido da vida e, com eles, nos sentimos empoderados para realizá-los”. (Reinaldo Domingos, PHD em educação financeira).

Fonte UOL

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