queda das commodities derruba Bolsa

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O mercado brasileiro de ações é altamente dependente das empresas ligadas ao setor de commodities, ou seja, aquelas que exploram recursos naturais em estado bruto, como o petróleo, o minério de ferro e os produtos agrícolas e da pecuária.

Para se ter uma noção da importância dessas companhias para a Bolsa e para a economia brasileira, basta olhar para o peso de suas ações na composição do Ibovespa, o principal índice de ações da B3.

A mineradora Vale (VALE3), por exemplo, responde sozinha por 13,8% do índice, enquanto a estatal Petrobras (PETR3/PETR4) tem um peso de cerca de 12% no Ibovespa. A essas duas gigantes, somam-se outras companhias menores, mas ainda muito importantes, dos setores de mineração e siderurgia e óleo e gás.

Devido a esse fator, quando as principais commodities caem de preço, as ações dessas companhias tendem a acompanhar esse movimento, o que, por sua vez, tende a derrubar o Ibovespa.

Nas últimas semanas, em meio às discussões acerca do risco de recessão global, notícias de desaceleração da economia da China, alta dos juros nos países desenvolvidos, dentre outros temas, os preços desses produtos têm sofrido fortes quedas.

No caso do petróleo, o barril do tipo Brent, que chegou a flertar com a marca de US$ 140 em março deste ano, era negociado no mercado futuro por US$ 102 na manhã desta quinta-feira (21), tendo já recuado abaixo dos US$ 100 nos últimos dias.

O minério de ferro, por sua vez, que chegou a ser negociado a US$ 230 a tonelada nos portos chineses, era cotado a US$ 97,07 na Bolsa de Dalian.

Com a atividade econômica mais fraca e lockdowns constantes em importantes centros industriais da China, além de uma crise imobiliária sem precedentes, a demanda pelo minério e seus derivados despencou no principal mercado consumidor do planeta.

Não por mera coincidência, o Ibovespa recuou de 111.351 pontos em 1° de junho para 98.287 pontos no fechamento de quarta-feira (20), uma queda de 11,7%.

Leia no ‘Investigando o Mercado’ (exclusivo para assinantes UOL, que possuem acesso integral ao conteúdo de UOL Investimentos): informações sobre os resultados da industrial Weg no segundo trimestre deste ano.

Um abraço,

Rafael Bevilacqua
Estrategista-chefe e sócio-fundador da Levante

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Fonte UOL

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