UOL News Economia #15: Use a previdência privada para ter renda a vida toda – 06/07/2022

Os planos de previdência —seja PGBL ou VGBL- são um bom caminho para viver de renda? O convidado deste episódio é Fabiano Calil, fundador da Escola Clínica, que forma profissionais para prestar consultoria financeira. Ele fala sobre as vantagens tributárias dos planos de previdência privada com as tabelas progressiva ou regressiva e destaca a importância de diversificar os seus investimentos para ter uma renda mensal extra.

Na 2ª temporada, o programa UOL News Economia traz —em oito episódios— o passo a passo para viver de renda. Sempre às quartas-feiras.

Previdência complementar

Calil diz que o nome do produto é previdência privada complementar, justamente por ela complementar a previdência pública, a do INSS.

Segundo ele, na fase de acumular patrimônio da previdência privada complementar, o investidor vai acumulando recursos para ele mesmo até uma data definida.

“É um plano de capitalização; cada um faz o seu. A pessoa vai acumulando para ela mesma até uma data que ela define. A partir daí, ou ela começa a desfrutar desses recursos, como uma renda mensal, ou vai resgatar o dinheiro para fazer algum uso dele”, afirma.

Ele diz, no entanto, que a primeira pergunta que a pessoa deve fazer é se ela precisa, de fato, complementar a sua renda na aposentadoria. Se constatado que sim, é preciso avaliar de quanto deve ser esse complemento lá na frente.

“Considerando duas gerações para trás, o estilo de vida era mais simples, o INSS costumava ser suficiente, e a longevidade era muito menor. Esse contexto mudou. Primeiro porque nossa cesta de consumo aumentou, é mais usual precisar complementar a aposentadoria e a gente também vive mais”, diz.

Tributação dos planos da previdência privada

Calil afirma que os dois planos —VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) e PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre)— têm benefícios fiscais.

No plano VGBL, a tributação é em cima dos rendimentos, e não sobre o todo. “O grande benefício fiscal do VGBL é não ter o come-cotas, que é um instrumento de tributação que retira 15% duas vezes por ano: em maio e em novembro. Isso permite que você possa fazer o reinvestimento do imposto que, no VGBL, só tem que pagar lá na frente”, afirma.

Ele diz que os planos têm duas opções de tabelas: a progressiva (a tributação vai de zero a 27,5%) e a regressiva (de 35% a 10%).

“Para um investimento de longo prazo, a regressiva faz mais sentido. Na regressiva, a tributação começa em 35% e, após dez anos, chega a 10%, uma das menores que a gente tem hoje no Brasil”, declara.

Outras aplicações que geram renda mensal

Calil diz que, além de investimentos em previdência privada complementar e da aposentadoria do INSS, você pode investir em outros produtos que geram renda mensal extra.

“A grande fonte de renda para quem tem condições é ter imóvel de aluguel. No mercado de capitais, há os fundos imobiliários, que geram rendimentos recorrentes, e ainda ações que pagam bons dividendos e títulos privados ou públicos que pagam cupons”, afirma.

Para ele, são várias as possibilidades. “Há pessoas que são mais afeitas à previdência privada pela disciplina de guardar; outras são mais empreendedoras e outras que gostam mais de fazer a sua gestão própria”, afirma.

“Quanto mais diversificação, mais múltiplas rendas você tem. Mas se eu investir tudo em um único projeto, meu risco está concentrado”, declara.

Fonte UOL

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