Filho afirma que ex-candidata a vereadora faleceu após ingerir produto químico oferecido por laboratório em Vila Rica

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Assim que deu entrada no hospital, Eva chegou a enviar um áudio para o esposo relatando que teria ingerido um medicamento errado. “O laboratório me deu o remédio errado, estou passando mal. Eu quase morri aqui, vem aqui vocês, vem logo”, disse a vítima horas antes de falecer

Filho afirma que ex-candidata a vereadora faleceu após ingerir produto químico oferecido por laboratório
Foto: Montagem / Olhar Direto

O filho da ex-candidato a veredora por Vila Rica (1.264 km de Cuiabá), Eva Correia de Souza, alegou nesta última terça-feira (20) que a morte da mãe foi provocada por um erro do laboratório, que teria dado uma substância química para que a vítima ingerisse. Segundo Gleidson Correia de Souza, Eva nunca relatou qualquer quadro de alergia e só foi até o local para realizar um exame de rotina. A Delegacia de Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso.

Ainda segundo o filho da vítima, a ex-candidata a vereadora chegou a alertar uma das funcionárias do estabelecimento que aquilo que ela estava ingerindo não era o “remédio correto”. “Minha mãe ainda contou para o meu pai que alertou a mulher que ia dar o medicamento de que aquele não era o frasco correto que ela deveria ingerir. Quando meu pai chegou desesperado atrás dela, ela disse para ele que deram o remédio errado”, conta. 

Para Gleidson, a mãe estava se referindo ao frasco de um produto químico que não poderia ser ingerido, por se tratar de uma substância anticoagulante. “O que deram para ela não era um medicamento, era um produto químico, um anticoagulante. Ela não sabia se era um remédio, mas agora descobrimos que era um produto químico”, disse o rapaz. 

De acordo com informações da Polícia Civil, a mulher morreu por volta de 13h30 do último sábado (17). No Boletim de Ocorrência registrado no momento do incidente, a comunicante relatou que a vítima teria tido um quadro alérgico por conta do medicamento. Entretanto, o filho desmentiu a versão apresentada inicialmente, afirmando que a mãe nunca apresentou quadro alérgico. 

Diante do quadro de intoxicação, a vítima foi encaminhada para um hospital e submetida a lavagem estomacal. Com muitas dores abdominais e no tórax, o estado de Eva acabou piorando por conta da ansiedade, desencadeando em uma parada cardíaca. O médico que atendeu a vítima chegou a realizar massagens cardíacas, mas a mulher não resistiu e faleceu na unidade de saúde. 

Assim que deu entrada no hospital, Eva chegou a enviar um áudio para o esposo relatando que teria ingerido um medicamento errado. “O laboratório me deu o remédio errado, estou passando mal. Eu quase morri aqui, vem aqui vocês, vem logo”, disse a vítima horas antes de falecer. 
 

A morte de Eva causou enorme comoção, que ainda busca respostas sobre o que de fato aconteceu no dia em que a vítima foi realizar o exame. “Queremos que o laboratório esclareça o que aconteceu, estamos vendo uma omissão do que de fato aconteceu”, reforçou Gleidson. 

Para o filho de Eva, a palavra que resume todo o caso é “irresponsabilidade”, e diante disso amigos e familiares seguem em busca de justiça. “É muito difícil saber que minha mãe não está mais entre nós por conta da irresponsabilidade. A palavra que eu tenho para resumir isso é irresponsabilidade. O que a gente espera é justiça, não quero apontar quem foi, mas quero que a justiça seja feita, pela minha mãe, pela memória dela”, finalizou.

Fonte: Olhar Direto

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