Mato Grosso tem 391 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social

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No Estado, algumas iniciativas surgiram para ajudar famílias carentes e que enfrentam dificuldades financeiras

Foto: Marcello CasalArquivoAgência Brasil

A pandemia do coronavírus mudou o dia-a-dia de muita gente, mas algumas famílias foram afetadas de maneira profunda e fez com que muitos, que sempre batalharam para colocar comida na mesa, passassem a depender de ajudas para sobreviver. Em Mato Grosso, dados divulgados em audiência na Assembleia Legislativa (AL) apontam 391 mil pessoas vivendo em situação de vulnerabilidade social ou em extrema pobreza com renda per capita de R$ 80,00.

No Estado, algumas iniciativas ou ações da sociedade civil ou mesmo instituições públicas surgiram para ajudar muitas dessas famílias carentes e que enfrentam dificuldades financeiras. Várias delas contam com o apoio da direção do Centro de Abastecimento de Mato Grosso (Ceasa), que fica em Cuiabá.

Diariamente, toneladas de alimentos e frutas, como tomate, batata, cenoura, cebola, caqui e laranja, entre outros, que iriam parar no lixo só por estar um pouco mais mole ou apresentar um pequeno corte na casca, são doadas para 60 entidades filantrópicas cadastradas, além de diversas outras iniciativas mantidas por voluntários e por populares de bairros localizados nas regiões do Grande Pedra 90 e do Coxipó.

Um desses projetos que recebem as doações é o “Sopão da Dudu”, que é mantido pela moradora Luciane Aparecida. “Essas doações são muito importantes porque para muitas pessoas não é nada, mas para gente é muito”, disse. O sopão acontece ao menos uma vez por semana no São Gonçalo III e atende em torno de 80 famílias carentes.

Mas, as verduras e os legumes são entregues ainda para outras iniciativas como o “Sopão da Eliete” ou da “Rua 60”, com cerca de 70 famílias atendidas, e o Sopão Solidário da ACD, com 296 pessoas cadastradas. Ambos projetos funcionam na região do Pedra 90. Tem ainda o sopão do coronel Oton, no Coxipó.

“Como é a realidade (das famílias) e o que eu encontro? Encontro amor, não pobreza. Eu encontro união porque imagina você construir casas (barracos) no brejo, entendeu? É muita união. Você vê esperança”, disse a presidente do Ceasa, Marilda Giraldelli, conhecida como Baixinha. Ela conta com apoio de comerciantes da região, mas como o número de contemplados é grande qualquer ajuda é bem-vinda e é só entrar em contato com o Ceasa.

A situação de famílias como estas foi discutida nesta semana em uma audiência na Assembleia, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), reforçou a importância de programas de transferência de renda, como efetiva esfera de atuação no combate à vulnerabilidade social, principalmente na pandemia.

“Não adianta nós sermos um estado campeão de tudo, um estado rico, um estado de oportunidades, se ainda temos 391 mil mato-grossenses que não têm o mínimo. Não existe nenhum programa social melhor do que a transferência de renda direta”, defendeu Russi.

Na ocasião, a secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Rosamaria Carvalho, apresentou os programas assistenciais realizados pela Pasta no período de pandemia e ressaltou a necessidade das ações para garantir a segurança alimentar das pessoas que vivem em situação de extrema pobreza. “Pelo programa ‘Vem Ser Mais Solidário’, até dezembro de 2020 distribuímos mais de 330 mil cestas básicas e já estamos no processo de entrega de outros 540 mil kits de alimentos, que contêm ainda produtos de limpeza e de higiene pessoal”, disse.

Outro foco é a transferência de renda. “Entregamos também cartões de distribuição de renda, garantindo por cinco meses uma ajuda de R$ 150 para as famílias que recebem até R$ 70 por mês”, disse. O programa atende 100 mil famílias em situação de pobreza extrema nos 141 municípios.

Fonte: Diário de Cuiabá

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