Flavinho desapareceu há 6 anos no distrito de União do Norte em Peixoto de Azevedo

Arte forense mostra como Flavinho estaria atualmente para ajudar na possível identificação

Foto: Divulgação

Com a repercussão do caso de desaparecimento do pequeno Heitor em Lucas do Rio Verde, a região do Portal da Amazônia reviveu um drama ainda sem respostas que completará 6 anos dia 18 de janeiro de 2021.

Há quase seis anos Silvana Aparecida da Silva não tem notícias do filho Flávio Henrique de Souza, o “Flavinho”. Quando desapareceu, em 18 de janeiro de 2015, tinha 3 anos de idade.

Flavinho desapareceu enquanto brincava no quintal da casa da avó no distrito de União do Norte em Peixoto de Azevedo.

A família estava de férias e chegou ao município 2 dias antes, em 16 de janeiro daquele ano, após uma viagem pelo interior do Pará. De acordo com a Silvana, no sítio da mãe dela não haviam desconhecidos. A suspeita é que convidados de uma festa que acontecia na propriedade vizinha tenham levado o menino.

O caso se tornou emblemático após ter grande repercussão em veículos de imprensa e redes sociais.

A empresa de transportes Águia Sul, inclusive, chegou a adesivar parte da frota de caminhões com um retrato, que mostrava como o menino estaria com seis anos de idade. Apesar dos esforços, Silvana contou ao que nunca chegou a ter pistas concretas do paradeiro de Flavinho.

A mãe também criticou o posicionamento do antigo delegado de Peixoto de Azevedo com relação às investigações do sumiço do menino. Ela contou que, durante um ano, não teve respostas da delegacia. “Todas as vezes o delegado não tinha nada a dizer, era um descaso. Aos invés de ajudar a família, parecia estar acobertanto alguém. Cheguei a reclamar na Promotoria, ele foi chamado para dar explicações, mas, antes de ser ouvido, deixou a delegacia de Peixoto de Azevedo”.

Para Silvana, a Polícia Civil do município perdeu pistas importantes sobre o paradeiro de Flavinho. De acordo com ela, foram feitas perícias em três carros que passaram pelo local no dia do desaparecimento. Em um dos veículos, foi constatada uma macha que poderia ser sangue, porém, o resultado foi negativo e, conforme a mãe, não tocaram mais no assunto.

“Depois de um ano foram atrás dessas pessoas que eram de Alta Floresta e do Paraná, mas, em um ano, dá para apagar muita coisa. Não fizeram uma investigação profunda para analisarem contradições nos depoimentos deles, foram ouvidos e acabou. Foi nossa palavra contra a deles”, desabafou.

Após o desaparecimento, ela contou que um dos irmãos de Flavinho, hoje com 15 anos, quase entrou em depressão, já que tinha uma relação muito próxima com o irmão. “Era a paixão da vida dele, sofreu muito. As vezes pegamos ele chorando no quarto. Ter um irmão era o sonho dele”.

Flavinho também tem outra irmã de 13 anos, que, de acordo com a mãe, também sofre com a falta de notícias do irmão. Silvana afirmou que a família busca forças na fé para não perder as esperanças de que encontrarão o menino um dia.

Fonte: Olhar Cidade da Redação

Entre no grupo do Olhar Cidade no WhatsApp e receba notícias em tempo real CLIQUE AQUI
Já assistiu aos nossos novos vídeos no
YouTube ? Inscreva-se no nosso canal!